1. SEES 18.9.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  A UM VOTO DA ETERNIDADE
3. ENTREVISTA  ANTONIO ANASTASIA  OS MANIFESTANTES TM RAZO
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  O CRIME DA GUA INSIGNIFICANTE
5. MALSON DA NBREGA  ERROS VELHOS DE VOLTA
6. LEITOR
7. BLOGOSFERA
8. EINSTEIN SADE  TICA MDICA EM TEMPOS MODERNOS

1. VEJA.COM
EDITADO POR KATIA PERIN kperin@abril.com.br

SALRIO NO  TUDO
Empresas que querem atrair e reter talentos precisam oferecer boa remunerao. Dinheiro, contudo, no garante a satisfao dos funcionrios.  o que revela pesquisa que ouviu 9173 profissionais que ocupam cargos de mdia e alta gerncia em dez pases  incluindo o Brasil.  frente dos altos salrios, os principais motivadores so desafios, equilbrio entre carreira e vida privada e reconhecimento. Reportagem de VEJA.com detalha a pesquisa com anlise de especialistas. 

 VERO DE FLORES
Jardins floridos no vero no surgem da noite para o dia. As plantas e as flores tpicas do clima quente devem ser cultivadas agora, no fim do inverno. O programa em vdeo O Jardineiro Casual mostra quais so as mudas que se do melhor em ambientes ensolarados, como as de verbena, ou locais de meia-sombra, caso das begnias.

AS LIES DE FELIPO
A seleo brasileira comeou 2013 em baixa: no despertava o temor dos adversrios nem a admirao do torcedor. Sete meses depois da reestreia de Luiz Felipe Scolari como tcnico, a equipe voltou a vencer, ressurgiu entre as favoritas  conquista da Copa do Mundo e recuperou a confiana do brasileiro. Reportagem do site de VEJA explica como Felipo conseguiu reconstruir o time  e o que se pode aprender com o sucesso do treinador. 

ENEM:INTENSIVO DE REDAO
Na reta final de preparao para o Enem,  hora de os candidatos se dedicarem  prova mais desafiadora de toda a avaliao: a redao. Durante as prximas duas semanas. VFJA.com vai apresentar, em parceria com o curso Pr-Enem, da Abril Educao, um programa intensivo com orientaes sobre o assunto. Reportagens e videoaulas mostraro um passo a passo para a boa dissertao. Os participantes podero ainda ter seus textos corrigidos e comentados por professores. Confira o calendrio de atividades em veja.abril.com.br/tema/enem-e-vestibulares.


2. CARTA AO LEITOR  A UM VOTO DA ETERNIDADE
     Ningum resumiu melhor o sentimento de frustrao com o julgamento do mensalo pelo Supremo Tribunal Federal na quarta-feira passada do que seu presidente, o ministro Joaquim Barbosa: "Casusmo seria protelar (...) levar um julgamento  eternidade (...), isso  uma grande contradio". Barbosa reagia ao voto do ministro Lus Roberto Barroso, o primeiro pela aceitao de recursos regimentais em favor dos rus, o que, se vier a se concretizar, vai atrasar ainda mais a execuo das sentenas de um processo que j completou oito anos. Justia que tarda falha, sabem to bem os brasileiros que sofrem no seu cotidiano os efeitos perversos de protelaes de decises judiciais por at dcadas nos casos mais extremos, embora dolorosamente comuns. 
     No cabe aqui fazer juzo tcnico ou de valor sobre os votos dos ministros que podem levar o caso do mensalo para a "eternidade", nas palavras do ministro Barbosa. Cada um deve ter votado de acordo com sua conscincia e seu entendimento da lei. A semana terminou com o plenrio igualmente dividido por cinco votos pela eternizao do julgamento do mensalo e cinco a favor de sua concluso imediata. Caber ao ministro Celso de Mello, decano do STF, desempatar e, assim, dar a deciso definitiva em nova sesso nesta quarta-feira, dia 18. 
     Uma deciso protelatria do Supremo teria diversas consequncias. A mais grave seria a reafirmao melanclica de que a sociedade brasileira vai continuar vivendo com a certeza  da impunidade para os ricos e poderosos, capazes de contratar a peso de ouro formidveis advogados e de contar com juzes sempre solcitos a encontrar dispositivos que os favoream nas decises. As pessoas comuns no podem contar com esses privilgios. Para elas, a lei  implacvel, sem casusmos, sem tecnicalidades salvadoras, sem o benefcio da retrica impenetrvel dos juristas. 
     Se em oito anos os rus do mensalo no tiveram direito pleno  defesa, como sustentam seus advogados, por que o teriam nos prximos anos, j que as leis, os crimes, as provas e o tribunal so os mesmos? O olhar destreinado do leigo no consegue enxergar a justia sendo servida aqui  e s pode concluir que, a despeito do saber jurdico dos ministros do STF, o adiamento para a "eternidade" da sentena dos mensaleiros significa apenas o triunfo definitivo da impunidade no Brasil. 


3. ENTREVISTA  ANTONIO ANASTASIA  OS MANIFESTANTES TM RAZO
O governador de Minas Gerais diz que a burocracia e o excesso de controle travam a mquina pblica e impedem governantes de entregar servios de qualidade  populao.
OTVIO CABRAL

A poltica ainda  um territrio relativamente novo para Antonio Anastasia. At 2003, ele era um tcnico  e dos bons. Como secretrio do governo de Acio Neves, coordenou a implantao de um conjunto de medidas destinado a cortar despesas e otimizar o funcionamento da mquina pblica em Minas. O sucesso do projeto alou-o a vice em 2006 e a sucessor de Acio em 2010. Em junho, na onda de protestos que tomou o Brasil, Belo Horizonte foi cenrio de manifestaes violentas. A elas, Anastasia respondeu com a reduo do nmero de secretarias e o corte de 1 bilho de reais em despesas. O governador parte da lgica de que, quanto mais o governo diminuir o peso de sua mquina, mais poder fazer pela populao. Choque de gesto, para ele, pode no dar votos, mas d resultado. 

O que as manifestaes de junho ensinaram aos governantes? 
Que eles precisam admitir que no entregam um produto de qualidade aos seus cidados e rever seus padres, metas e prioridades. A indignao com a qualidade dos servios pblicos  clara e justificvel. Tirando algumas ilhas de excelncia, no h nada no Brasil de padro Fifa. Os manifestantes tm razo. Fomos desafiados a apresentar novas alternativas e prestar melhores servios. 

Que alternativas o seu governo j apresentou? 
Aqui em Minas Gerais, reduzi o nmero de secretarias e de cargos de confiana. Os governos tm de entender que  preciso cortar os meios para manter os fins. A mquina pblica brasileira  muito pesada. O entendimento deveria ser o de que, quanto mais o governo diminuir o tamanho de sua estrutura, mais poder fazer pelo cidado. 

Mas o ritmo das mudanas parece no satisfazer as pessoas. Por qu? 
Se dependesse dos manifestantes de junho, tudo seria mais rpido. Mas a burocracia e as instituies de controle da administrao atrasam as respostas. 

O senhor acha que h excesso de controle no Brasil? 
Existe no pas um culto ao controle, que  importante, j que h muitos desvios que precisam ser evitados e punidos. Mas o que acontece  que os bons acabam pagando pelos maus. O excesso de controle chegou a um ponto que atrofia as aes. Um exemplo claro  a dificuldade em socorrer desastres naturais, enchentes principalmente. No Japo, o modelo de recomposio de danos tem muito mais confiana nos gestores. No Brasil, como a regra  a desconfiana  e, lamentavelmente, em muitos casos essa desconfiana  procedente , ns nem conseguimos recuperar aquilo que  destrudo. O ideal nessas situaes seria fazer uma legislao de emergncia e depois punir de maneira rigorosa aqueles que erram. Aqui, porm, as medidas so tomadas antecipadamente e paralisam a administrao. Como consequncia, muitas pessoas corretas, idneas, comeam a ficar temerosas e fogem da administrao pblica. No servio pblico, vale aquela mxima de que "s no erra quem no faz". Os funcionrios acham melhor no fazer nada para no se comprometerem. E fica tudo travado. 

A Polcia Militar de muitos Estados, inclusive de Minas Gerais, foi criticada por ter agido com excesso de truculncia no incio das manifestaes e depois por ter sido tolerante com o vandalismo. Como deve ser a ao policial nessas situaes? 
H uma fbula muito repetida aqui que serve de ilustrao para o dilema pelo qual passa a polcia. Um idoso, uma criana e um burro vo por uma estrada. Se o velho sobe com a criana no burro,  acusado de maltratar o animal. Se fica s no lombo do burro e a criana vai a p, ele  criticado por maus-tratos  criana. Se, enfim, vo os dois andando ao lado do animal, o velho  chamado de burro. No h como agradar.  mais ou menos o que acontece com a ao policial. Sempre vai aparecer algum para criticar e dizer que ela deveria ter sido diferente. A orientao que damos  tropa  preservar a vida e o patrimnio pblico, evitando ao mximo o uso da fora. O direito de manifestar-se  legtimo, desde que sejam respeitados o direito de ir e vir e o patrimnio. Mas  claro que no  fcil, no meio da contuso, separar o manifestante de bem dos vndalos. 

O provvel candidato do PSDB  Presidncia ser Acio Neves, seu padrinho poltico e antecessor. Em que os onze anos de governo tucano em Minas podem lhe servir de vitrine? 
Ns tivemos, nestes onze anos, evolues notveis em todos os segmentos. Os indicadores de educao de Minas so hoje os melhores do Brasil, mesmo em um Estado com muita desigualdade. Em sade, estamos em primeiro lugar entre os estados do Sudeste. Melhoramos a infraestrutura fsica e a diversidade econmica. So dados positivos. Mais do que isso, o grande legado de nossa administrao  o modelo de governana, o reconhecimento da meritocracia, a adoo de uma poltica de resultados, o incentivo aos bons senadores e s boas prticas. Este  o nosso maior legado: mostrar como a administrao pblica pode ser sria, inovadora e eficiente. 

O choque de gesto to apregoado em Minas rende votos? 
Essa  uma grande discusso para os cientistas polticos. Gesto pblica no  um tema popular, porque as pessoas no tm a exata dimenso do que significa. Mas ela  a precursora necessria para a melhora da educao, da sade e da segurana. Sem uma boa gesto, ainda que tenhamos muitos recursos, no  possvel fornecer um bom servio. Levar isso ao conhecimento popular no  fcil. As pessoas, na maioria das vezes, buscam o resultado mais imediato. Mas me parece que, cada vez mais, a sociedade reconhece os governos srios, que tm metas, se colocam de maneira transparente e apresentam resultados. A gesto pode no ser uma bandeira eleitoral para todo o segmento da populao, mas  essencial para que uma administrao obtenha bons resultados. 

A grande bandeira eleitoral do PT  bem mais palpvel: a incluso social, que tem como marca o Bolsa Famlia. Qual  sua opinio sobre programas desse tipo? 
Eles so muito teis, e a maioria teve origem no governo de Fernando Henrique Cardoso. Programa social no tem dono,  da prpria sociedade. No h possibilidade de um governo federal do PSDB acabar com esses programas. Ns vamos ampli-los e aperfeio-los. 

Em relao ao governo federal, o senhor acha vivel uma administrao que tem 39 ministrios? 
Essa questo do nmero de ministrios  simblica, mas no tem tanta relevncia. O problema no  o nmero de ministrios, mas o processo decisrio. O governo federal no tem prioridades.  essencial que a forma de administrao se modernize. 

Na Presidncia da Repblica, o que o PSDB faria diferente do PT? 
O primeiro compromisso nosso ser com a eficincia e o bom resultado da administrao pblica. Vamos premiar a meritocracia e adotar critrios para ampliar a eficincia dos servidores e do servio pblico. Hoje, as nomeaes so feitas por critrios polticos. Servem para beneficiar amigos e atender a indicaes partidrias. Essa  uma prtica nociva  boa gesto e  democracia. Temos de troc-la por critrios que valorizem os funcionrios de carreira competentes e dedicados. 

H dois grandes problemas epidmicos nas metrpoles brasileiras, um relacionado ao outro, a criminalidade e o crack. Como enfrent-los? 
Se voc perguntar  populao qual  a poltica pblica que mais preocupa, a resposta majoritria ser a sade. A segurana vem depois, seguida pela educao. Agora, se a mesma pergunta for feita a governantes, no tenho dvida de que a resposta ser a segurana. Porque a sade  um problema grave, mas h um diagnstico sobre como resolv-lo. Se chegar dinheiro, os gestores sabero como gast-lo, assim como ocorre na educao. J a segurana  um problema que s vem piorando e ningum sabe o que fazer. H diagnsticos genricos, como a necessidade de maior participao do governo federal no combate  criminalidade e a de integrar as foras de segurana nos Estados. H a gravssima questo das drogas, que so responsveis por 60% a 70% de todos os homicdios. Mas ningum sabe concretamente o que fazer para estancar essa hemorragia.  preciso um urgente e sobre-humano esforo nacional para tentar encontrar alternativas para enfrentar esse problema, que afeta todos os municpios, Estados e a Unio, de todos os partidos. Acredito tambm que seja necessrio acabar com um certo culto  violncia. No se vive no Brasil de hoje em uma cultura de paz, mas de violncia. 

O senhor defende a internao compulsria de dependentes de drogas? 
Quando o dependente corre risco de vida ou pe outras pessoas em risco, eu defendo essa internao, desde que autorizada pela Justia. 

O senhor defende a reduo da maioridade penal? 
A reduo no resolve o problema da criminalidade. O mais adequado seria ter penas mais efetivas para os menores infratores. Na maioria dos pases desenvolvidos, a maioridade tambm  aos 18 anos. A diferena  que as medidas so mais rgidas, e o cumprimento, efetivo. O problema no Brasil  a impunidade, no a maioridade. 

O senhor diz que o governo federal precisa ter ousadia e criatividade para transferir aos Estados e municpios atribuies que hoje ele concentra. Mas  possvel fazer isso sem repassar s administraes mais dinheiro? 
Cada competncia nova exige dinheiro novo para honrar os compromissos. H no Brasil a tendncia de concentrao de recursos na Unio. As contribuies criadas na Constituio de 1988 no so compartilhadas e ganham cada vez mais peso. A grande fonte de arrecadao dos Estados, o ICMS,  um tributo sobre o consumo, muito suscetvel  variao da atividade econmica. Os Estados no sabem quanto tero no caixa, e isso dificulta fazer um planejamento meticuloso. 

Se nada mudar, os Estados podero falir? 
No digo falir, a Lei de Responsabilidade Fiscal impede isso. O que pode haver  uma piora dos servios prestados.  necessrio discutir a questo da dvida dos Estados com a Unio. Quando ela foi renegociada, em 1997, a sada encontrada foi positiva. Mas, ao longo dos anos, virou uma perversidade, com juros muito altos. O Estado paga, paga, paga, e a dvida s aumenta.  como acontecia com aqueles financiamentos imobilirios do tempo do BNH.  um problema comum a prefeitos e governadores de todos os partidos. Ningum tem mais dinheiro para investir. 

O Supremo Tribunal Federal deve julgar nos prximos meses o chamado mensalo mineiro, que envolve o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Esse caso pode provocar no PSDB o mesmo estrago que o mensalo mais famoso provocou no PT? 
Teremos de respeitar as decises do Supremo Tribunal Federal, que est fazendo um julgamento correto agora e tambm o far no caso que envolve o ex-governador Azeredo. Os efeitos polticos so relativos. Azeredo  uma pessoa de bem, e os dois casos no tm comparao  o mensalo petista foi muito mais grave.  difcil precisar qual ser a repercusso poltica, mas sem dvida poder prejudicar o partido. Bom no . Todo tipo de ao penal que envolve o seu partido no  positivo. 

O ex-governador Jos Serra defende a ideia de que o PSDB faa uma prvia entre ele e o senador Acio Neves para definir o candidato do partido  Presidncia. O senhor concorda com essa prvia? 
Em 2009, fui a favor de que o partido fizesse uma prvia entre o Serra e o Acio, que para mim j era o melhor candidato. Mas o Serra consolidou a candidatura e no houve necessidade de disputa preliminar. Agora, por coerncia, no posso ser contra as prvias, mas a candidatura do Acio j  uma realidade. O partido deveria ganhar tempo e pr logo a campanha na rua em vez de se perder em disputas internas. Acio Neves j conquistou a base e as lideranas do PSDB. Chegou a vez dele.


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  O CRIME DA GUA INSIGNIFICANTE
claudiodemouracastro@positivo.com.br

     Como meu amigo cometeu o crime da gua insignificante, teve sua fazenda autuada por crime ambiental e abriu-se um processo. 
     A falta foi no declarar ao Estado a bica de gua, construda pelo av, na dcada de 30, para abastecer a sede da fazenda. A fonte da gua foi zelosamente preservada por duas geraes. A mata ciliar envolvendo a nascente tem o dobro ou o qudruplo do raio de proteo proposto pela legislao ambiental. Acima dela, plantaram mais 5 hectares de madeira de lei, como rea de proteo adicional. 
     Por ser to pequena a vazo, a lei classifica essa bica como "uso insignificante de gua". A surpresa  que uso insignificante de gua  crime. No exatamente usar, mas no informar ao Estado que o gasto dessa gua  insignificante. Assim sendo, as bicas de gua ainda no registradas perante o Estado brasileiro tornaram-se ilegais, os donos passveis de ser autuados. Com um canetao, todas as captaes de gua, dos milhes de propriedades agrcolas, tornaram-se ilegais e passveis de ser punidas pela fora dessa lei to obtusa. Galopa feliz, pelas matas de Pindorama, a mula burocrtica sem cabea. 
     Pensemos bem: o que faria um fazendeiro cumpridor para ficar sabendo que agora  preciso fazer vnias ao Estado para uso insignificante de gua? Ser preciso ouvir a Hora do Brasil todos os dias? Subitamente, a pequena obra de engenharia do av se tornou clandestina, requerendo papeladas legais, para ser tolerada pelo leviat estatal. 
     A nica rea degradada da fazenda  uma eroso provocada pela rodovia federal que a atravessa. Como a responsabilidade  do Estado, a fiscalizao nada fez. 
     A fazenda  um exemplo de uso criterioso da terra. H 27 anos, comeou o plantio de rvores.  Hoje, a taxa de ocupao produtiva fica acima de 98%.  cada vez maior a cobertura por essncias nativas. Dos 320 hectares, 32% so reservas, 29% eucaliptais, 16% cafezais e cerca de 15% matas plantadas, combinando madeiras nobres com cafezais sombreados. So mais de 100.000 essncias plantadas e 200.000 eucaliptos. 
 um modelo de sustentabilidade, com reas florestais muito acima do exigido na lei. Pela lgica, o fazendeiro deveria ser homenageado. Em vez disso, a fazenda ganhou autuao por crime ambiental, sendo aberto o processo. 
     Trata-se de crime sem danos, a ningum e a nada. Tampouco ter consequncias para o meu amigo. Mas  paradigmtico contrastar o barulho gerado por este pueril crime diante do que vemos por todos os lados. A Baa de Guanabara  uma cloaca a cu aberto, pois l desaguam rios levando os esgotos da bacia, metade sem tratamento. A imundice do Tiet resulta da mesma falta de tratamento. E assim, no restante do pas, incluindo o rio que atravessa a cuidadssima cidade de Joinville. Passam-se os anos e pouco acontece. 
     Em 1867, o naturalista Richard Burton chega por terra a Sabar. Segue ento, por barco, subindo o Rio das Velhas e o So Francisco. Durante a II Guerra Mundial havia quem suspeitasse que os luxemburgueses da Belgo Mineira escondessem um submarino no rio. To descomunal foi a perda de vazo do rio que poucos habitantes hoje sabero j haver sido navegvel. Essa retrao de gua no  "insignificante". Culpados? Ao que tudo indica, os enormes desmatamentos. E por que a lei no faz essas matas voltarem? 
s vezes, parece que algumas pessoas, as autoridades e as leis no se movem pelo desejo de preservar guas (ou o que seja), mas por burrice, raivas atvicas, vingana, vaidade ou gostinho de exibir poder  diante de quem no tem foras para resistir. Em outros casos, talvez seja aquilo que Hannah Arendt no culpou apenas nos nazistas, mas no alemo comum: uma obedincia mecnica diante de uma lei ruim. 
     Os mdicos sabem. A dor no  nada? Vivas! V para casa. Doena pequena? Aspirina, se tanto. Doena grande? CTI. No deveria ser tambm assim nos assuntos de meio ambiente? Mas parece que se receita aspirina para os pacientes necessitados de CTI (Baa de Guanabara) e transplante de pncreas para a gua insignificante. 


5. MALSON DA NBREGA  ERROS VELHOS DE VOLTA
     Erros velhos retornaram. Seus maus efeitos tambm: inflao teimosamente alta, contas externas em deteriorao e credibilidade da poltica econmica no cho. Tornou a ser mais vantajoso investir tempo em Braslia do que em eficincia nas empresas. A produtividade caiu e com ela o potencial de crescimento. O recente resultado do PIB foi bom, mas no h sinais de que se repetir em futuro prximo. 
     O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci dizia que o governo Lula cometeria apenas erros novos. Era uma forma de ganhar confiana e realar o aprendizado com erros velhos. Antes das eleies de 2002, Lula havia divulgado a Carta ao Povo Brasileiro para tranquilizar investidores. O PT se comprometia a manter a responsabilidade fiscal e o controle da inflao. Mesmo assim, temeu-se que a "carta" fosse mero estratagema eleitoral. Caso Lula se elegesse, haveria uma ruptura com padres sensatos de gesto econmica.  
     Os temores tinham fundamento. O ttulo do programa do PT aprovado em 2001 era claro: "A ruptura necessria". Sobravam sandices econmicas como um limite para o pagamento dos juros da dvida pblica. Se ultrapassado, viria o calote. Era a natural interpretao. Prometia-se "definir claramente o papel e as tarefas das empresas multinacionais". Por essa maluquice, o PT prometia impor a estratgia produtiva de tais empresas. E por a afora. 
     Alm do esforo de Palocci para acalmar os mercados, escolheu-se Henrique Meirelles, um banqueiro, para presidir o Banco Central. Funcionou. A percepo de risco do pas despencou. O dlar, que chegara perto de 4 reais em outubro de 2002, caiu para 3,5 reais no incio do governo, e continuou a diminuir. Novas reformas estruturais e a preservao da autonomia operacional do BC reforaram a credibilidade conquistada. O Brasil pde beneficiar-se da boa fase da economia mundial, particularmente da China, e dos ganhos de produtividade decorrentes de reformas anteriores. O PIB cresceu mais, o que aumentou o emprego e a arrecadao tributria. Asseguraram-se, assim, a expanso dos programas sociais e a absoro, pela Previdncia, dos reajustes do salrio mnimo. 
     O PT nunca se conformou com o abandono de suas ideias. As crticas  poltica econmica se intensificaram aps a sada de Palocci (2006). Em 2008, o xito da reao aos efeitos da crise financeira mundial  expanso fiscal, relaxamento monetrio e aumento do crdito oficial  foi visto erradamente como prova da validade do dirigismo estatal. No governo Dilma, essa viso se acentuou. Velhas e malsucedidas ideias retornaram ao palco. A taxa de juros moveu-se por caprichos polticos. Ressuscitou-se a poltica de escolha de "campees nacionais", via subsdios do BNDES. Ressurgiram o protecionismo e a poltica de substituio de importaes, marcas do esgotado nacional-desenvolvimentismo. Uma excessiva e custosa interveno estatal atingiu o setor eltrico. Reapareceu o controle de preos na gasolina e no diesel, o que prejudica a Petrobras e os produtores de etanol. O combate  inflao passou a se valer do controle dos ndices, sabidamente ineficaz. 
     Na rea fiscal  que havia contribudo para a estabilidade, a credibilidade da poltica econmica e o prestgio externo do pas , a velha "conta movimento" renasceu sob outra forma. Por ela, o BC supria o Banco do Brasil de recursos ilimitados, permitindo a concesso de subsdios sem autorizao legislativa. Agora, os atores so o Tesouro e o BNDES. O primeiro fornece recursos a perder de vista ao segundo, o que aumenta a dvida pblica e transforma o banco em fonte de subsdios, tambm sem a sano do Congresso. A contabilidade criativa, que busca disfarar a expanso excessiva dos gastos pblicos, reproduz a baixa transparncia do passado. 
     Felizmente, as instituies brasileiras, nelas includa a imprensa livre, e as reaes dos mercados impem limites  continuidade de tais equvocos. Em algum ponto, eles sero revertidos, como j ocorreu com a devoluo, ao BC, da capacidade de conduzir a poltica monetria, embora ainda se duvide da irreversibilidade da mudana. O custo vir na forma de menor potencial de crescimento, como j se v. Menos mal. 


6. LEITOR
DILEMAS DO IMPRIO AMERICANO
Impressionam a arrogncia americana e a ingenuidade brasileira no caso da espionagem pela internet. Havendo aprovao do Congresso, tudo  possvel em nome da segurana nacional deles. Ao amigo submisso resta a estupefao (''A guia e suas contradies", 11 de setembro).
RENNI A. SCHOENBERGER
Joinville, SC

O maior ativo de um pas  a informao, e a resposta s ferramentas de espionagem est no uso sistemtico do software livre e das plataformas abertas nos sistemas de transmisso e armazenamento de dados. As universidades federais sabem disso h muito tempo.
RICARDO CAMARGO BARIONI
Recife, PE

Quem acredita que o Brasil tem fora e credibilidade para intimidar os americanos? Nem mesmo o chilique e a cara feia da presidente Dilma Rousseff abalam o poderio dos Estados Unidos  que vo continuar espionando no s o Brasil, mas todos os pases que de fato lhes interessam, e que so, sim, seus "alvos"'.
JOS OLMPIO DA S. CASTRO
So Lus, MA

Os Estados Unidos tm motivos suficientes para espionar o governo brasileiro  atrelado a relaes com a Bolvia (inimiga da nao americana),  questo da trplice fronteira e ao apoio de esquerda diante dos mdicos cubanos. Alm desses aspectos, a prspera economia advinda do pr-sal ganha espao.
VICTRIA CARRAVETTA SALINET
Foz do Iguau, PR

O presidente Obama cuidou dos interesses de seu pas. Coisa que o ex-presidente Lula no fez, como no caso do esbulho dos bens da Petrobras pela Bolvia e por seu pseudo-indgena presidente. Evo Morales.
FLAVIO AUGUSTO VIEIRA
Cianorte, PR

At o comit de escolha do Prmio Nobel da Paz perdeu seus critrios. Homenagear um chefe de Estado  sempre um risco, principalmente quando o pas que ele comanda possui a maior e mais bem equipada fora de guerra e atmica do mundo.
CARLOS FABIAN SEIXAS DE OLIVEIRA
Campos dos Goytacazes, RJ

J imaginaram se fosse o Brasil que estivesse espionando os Estados Unidos? Qual seria a reao deles?
ALFREDO ANTONIO DE OLIVEIRA
Rio de Janeiro, RJ

O governo brasileiro se queixa da suposta espionagem dos outros... Ser que o Brasil nunca se intrometeu na periferia (Amrica Latina e frica)? Quem nunca espionou que atire a primeira pedra!
JOS BORGES
Santa Maria, RS

A Amrica espiona  e espionar sempre. Fazer beicinho no resolve. Bravatas, s quando no se tem argumentos.
JOO TRIGUEIRO DE ALMEIDA
So Paulo, SP

THOMAS SHANNON
A excelente entrevista das Pginas Amarelas com o diplomata americano Thomas Shannon (''O Brasil no  o nosso alvo, 11 de setembro) esclareceu alguns pontos sobre o programa de espionagem dos Estados Unidos. Nos ltimos meses, a potncia americana vem tomando atitudes com o objetivo de promover a segurana internacional, mas alguns conflitos se intensificaram. Ser que no  hora de recuar?
YASMINE NEMER HAJAR
Curitiba, PR

Na entrevista com o diplomata Thomas Shannon, uma informao muito bem-vinda  a possibilidade de iseno de visto para brasileiros entrarem nos Estados Unidos.
MARIA DUMA PONTE DE BRITO
Parnaba, PI

As escorregadas do diplomata Thomas Shannon, abstendo-se de responder a questionamentos feitos pela reportagem de VEJA sobre os grampos americanos, o que soa a deboche  e a reao da presidente Dilma Rousseff, mostrando-se de mos atadas ao aceitar os fatos sob pena de prejuzos financeiros para o Brasil , nos remetem mais uma vez ao ditado '"Manda quem pode, obedece quem tem juzo".
AMARILDO NUNES COSTA
Governador Valadares, MG

MEDICINA CUBANA
Entristecedora e revoltante a forma como o sistema de sade de Cuba, sob o comando dos irmos Castro, cuida da sade das pessoas ("Essa medicina mata"', 11 de setembro).
SANDRA MIRANDA ARARUNA
Por e-mail

No  de hoje que a medicina cubana vive de "picaretagens". Anos atrs, ela enganou muitos pacientes desesperados, alardeando uma cura para a retinose pigmentar (doena da retina que pode levar  cegueira). Os pacientes iam para l e voltavam mais cegos e mais pobres, pois o tratamento no tinha nada de socialista; pelo contrrio, era muito caro.
SRGIO GODOY
Anpolis, GO

A reportagem "Essa medicina mata" mostra que a to falada medicina cubana est mais para curandeirismo.
BEATRIZ CAMPOS
So Paulo, SP

Por que ser que Lula e Dilma, que j tiveram cncer, no foram a Cuba tratar-se com os mdicos e os remdios de l?
MARIA DE FTIMA PEREIRA NICCIOLI
Jacutinga, MG

Nas dcadas de 60 e 70, Cuba exportava, com o apoio da ex-Unio Sovitica, soldados, especialmente para a frica durante as guerras de "libertao". Hoje, o grande mercado de mercenrios est no Oriente Mdio, onde Cuba no pode competir com a Al Qaeda. Ento, como fonte de divisas, os irmos Castro exportam mdicos para pases "companheiros" como Brasil. Bolvia, Venezuela...
MANUEL RODRIGUES DOS SANTOS
Curitiba, PR

LYA LUFT
Irretocvel o artigo "Eu pensava ter visto tudo" (11 de setembro), de Lya Luft. Infelizmente, nos ltimos anos o Congresso Nacional se tornou o local onde as coisas mais torpes e vergonhosas so praticadas por aqueles que so muito bem pagos para nos representar.
MARIA DA GLRIA CRUZ FILGUEIRAS
Braslia, DF

Eu, como cidad e minoria que l notcias no Brasil, j admirava a escritora Lya Luft. Ver minha indignao retratada magistralmente por ela no artigo "Eu pensava ter visto tudo" me deixou bem aliviada.
TATIANA MAROJA
So Paulo, SP

Os supostos representantes do povo brasileiro nos envergonham novamente.
ANA ALICE JOHNSSON
Curitiba, PR

Estamos  deriva, pois quem deveria capitanear o barco ajuda a afund-lo mais rpida e vergonhosamente!
MARIA CECLIA MIRANDA
So Paulo, SP

A escritora Lya Luft expressa o pensamento de um povo que, triste e com vergonha, v seu pas se tornar o primeiro a ter um deputado-prisioneiro, graas  irresponsabilidade daqueles que foram eleitos para dignificar o nome da nossa nao e que, infelizmente, ajudam a denegri-lo cada vez mais.
KLEBER TOSCANO
Joo Pessoa, PB

ADVOGADOS DE ROSEMARY
A reportagem "A milionria equipe de Rose" (11 de setembro)  abrangente e mostra com clareza os subterrneos do poder petista. Dezenas de advogados so pagos pelas "foras ocultas do PT" para a dona" Rosemary Noronha no abrir a boca e contar os podres das manipulaes que ela fazia em prol dos amigos/clientes com a anuncia daqueles que devem estar pagando as contas estratosfricas de seus advogados. Que podrido!
KROLY J. GOMBERT
Vinhedo, SP

 esse o acordo que vigora na confraria do governo petista. O companheiro que  pego no malfeito deve ter pacincia e segurar a onda, pois o partido logo providenciar o devido socorro com muitos dos melhores e mais bem pagos advogados. Tudo ''de graa".
ABEL PIRES RODRIGUES
Rio de Janeiro, RJ

Como prova do muito que sabe e do tamanho das consequncias se tudo vier a pblico, Rose conta com dezenas de defensores  sua disposio, cujos honorrios j beiram 1 milho de dlares. O nome de quem paga a conta no  revelado; nem  preciso, pois est bem subentendido.
MARA MONTEZUMA ASSAF
So Paulo, SP

Boa parte dos brasileiros sabe quem est por trs disso tudo.
SANTELMO TAVARES PINHEIRO
So Lus, MA

Quantos "amigos", doaes e palestras milionrias ainda sero necessrios para repor os prejuzos da tramoia da "dona" Rosemary? Certamente, para gente corrupta valer a pena. Com tantos advogados contratados, no fundo, estar a salvo. Ns, o povo, estaremos "fritos" e enfarinhados. Socorro!
RENATO CARNIELLI
Rio de Janeiro, RJ

SALA DOS MENSALEIROS
 um absurdo que polticos condenados no julgamento do mensalo gozem de privilgios ("Entre a cela e a sala'", 11 de setembro). Jamais nos esqueamos de que eles se valeram dos cargos "'para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da funo pblica", culminando com corrupo, leso aos cofres pblicos, formao de quadrilha, entre outros crimes. Alm de pagarmos pelos seus roubos  sofrendo com o descaso na sade, segurana, previdncia, moradia e outras mazelas do servio pblico de pssima qualidade , ainda temos de pagar por uma "vida justa na priso?  lgico que no! Criminosos no merecem tratamento especial.
ELDIO VEIRA MILHOMENS JNIOR
Fortaleza, CE

J.R. GUZZO
O artigo ''Um dever moral" (4 de setembro) levanta um tema que parece antigo, mas nunca foi to atual. Em tempos de estratgias e estertores ideolgicos, vale aprofundar o contedo do artigo. Outros violaram normas escritas ou no do Itamaraty. Como diretor de Imigrao no governo JK, tive de enfrentar a discriminao no escrita da casa de Rio Branco em relao a judeus e japoneses. Escrevi livros, fiz seminrios e dei entrevistas. O Itamaraty de tantas tradies ficou quieto. Sem ordens, liberei os vistos para o Brasil de japoneses e judeus. Na verdade, o que enfrentamos  uma tica assimtrica. Perdoamos a Bolvia, que avanou limites ticos, morais e at tcnicos no caso do senador Roger Pinto Molina, e no seguiu a lei, negando-lhe o salvo-conduto, e punimos o diplomata Eduardo Saboia, que arranhou a burocracia por razes humanitrias.
ANBAL TEIXEIRA
Ex-ministro do Planejamento e presidente do Instituto JK
Belo Horizonte, MG

ESTDIO DE NUREMBERG
Muita gente na Alemanha gostaria de apagar o passado recente, mas isso  impossvel. No se deve apagar a histria, e sim cuidar para que no se repita. Demolies de locais histricos simplesmente no se justificam.  fcil perceber por que deve ser assim. O Coliseu foi palco de incontveis massacres de pessoas e animais, durante sculos. Quem vai a Roma no sai de l sem antes conhecer o famoso estdio. Ser que algum sonha em demoli-lo? A resposta  bvia ("SA, SS... SOS?", 11 de setembro).
PAULO DE SOUZA PEREIRA
Manaus, AM

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Sou ambientalista e impressionou-me a sensibilidade do qualificado articulista Roberto Pompeu de Toledo, ao relembrar o histrico riacho do Ipiranga  ou seja, o riacho que testemunhou o ''brado retumbante" de independncia do nosso pas ., em ''Via dolorosa" (11 de setembro). Alis, o riacho histrico nada mais  do que um triste exemplo do que ocorre com os recursos hdricos naturais brasileiros.
ARI QUADROS
Santa Maria, RS

RTICO
Minha esposa e eu estivemos no rtico no vero passado, em expedio a bordo do National Geographic Explorer, com fotgrafos e cientistas. Entre eles encontrava-se o professor Paul Berkman, da Universidade de Cambridge, que tambm faz parte do grupo de estudo de mudanas climticas de ambos os polos. Pudemos sentir de perto a evoluo de que trata a reportagem ''A espiral fatal do degelo" (11 de setembro). Nosso encontro com a calota polar teve de ser adiado em mais de 24 horas alm do previsto, porque o gelo havia recuado e precisamos navegar mais para o norte para finalmente encontr-lo. Parabenizo a equipe de VEJA pela oportuna reportagem.
WELLINGTON AMARAL JNIOR
So Paulo, SP

Correo: na reportagem "A espiral fatal do degelo" (11 de setembro), a frase "O derretimento da calota polar provocar a elevao do nvel do mar", atribuda ao gelogo e glaciologista Jefferson Simes, na verdade foi dita pelo fsico Peter Wadhams, professor da Universidade de Cambridge

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.



7. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
GABEIRA
Por contrato com a Globonews, Fernando Gabeira est proibido, nos prximos dois anos, de participar de qualquer campanha poltica. Nem sequer poder emprestar seu rosto para apoiar candidatos. 
www.veja.com/radar

FAZENDO MEU BLOG
PAULA PIMENTA
TRILOGIAS
Algumas novas trilogias literrias, como Anmalos, ou Meu Primeiro Blog, tm tudo para conquistar o nosso corao. O primeiro volume de cada uma delas acaba de chegar s livrarias. 
www.veja.com/paulapimenta

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
DOCTOR WHO
Entre novembro e dezembro, o canal BBC prepara diversos especiais, bem como uma campanha nas ruas, paia celebrar os cinquenta anos da srie de fico cientfica de maior durao da histria da TV.
www.veja.com/temporada

VIVER BEM
ENEIDA RAMOS
ALIMENTAO
A dieta DASH (dietary approaches to stop hypertension), baseada no consumo de frutas, legumes e laticnios magros, estabelece um padro alimentar que ajuda a controlar o colesterol e favorece o emagrecimento.
www.veja.com/viverbem

SOBRE PALAVRAS
ESPIONAGEM
O verbo espionar e o substantivo espionagem so calcados no francs espionner, palavra de 1482, e tiveram de esperar at o sculo XIX para estrear no portugus. Por que toda essa demora? Porque s aos poucos a especializao do espio, se assim podemos cham-la, criou a necessidade de um nome especfico para sua ao. Se o ato de espiar gerou o espio, o espio gerou o ato de espionar. Porque, convenhamos, espiar  para amadores.
www.veja.com/sobrepalavras

LEONAL KAS
PALAVRES
Eu ando perdendo a conta dos palavres falados pelas ruas aos celulares, dentro dos nibus, elevadores, salas de espera de consultrios. O palavro encurta os sentidos do que se quer falar e serve a tudo, seja uma narrativa sobre o bem ou sobre o mal, seja contra ou a favor. O mesmo palavro exalta ou denigre, dependendo do tom. No mais nos encontramos para discutir ideias, trocar palavras, incorporar saberes, elevar o esprito. Nos dias que correm, ns nos encontramos para trocar poucas palavras: palavres.
www.veja.com/leonelkaz

RODRIGO CONSTANTINO
ECONOMIA
O governo brasileiro  intervencionista ao extremo na economia. Tenta estimular a demanda de um lado e controlar a oferta do outro. No funciona. Acaba produzindo um crescimento artificial e insustentvel, calcado na expanso da demanda com base no crdito sem lastro. Quando fica claro que h demanda demais para pouca oferta, batendo na inflao, os desenvolvimentistas pensam que cabe ao governo resolver o problema, normalmente por meio de medidas protecionistas, subsdios do BNDES e coisas do tipo. Tudo errado! No  nada fundamental a participao do Estado. Justamente o contrrio: precisamos de menos Estado, de menos interveno.
www.veja.com/rodrigoconstantino

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


8. EINSTEIN SADE  TICA MDICA EM TEMPOS MODERNOS
Transformaes do mundo contemporneo impem novos dilemas ao exerccio da medicina.

	O mdico dos tempos atuais convive com situaes que seriam inimaginveis h algumas dcadas. O poder do marketing, o avano acelerado da tecnologia, a ampla disseminao de informaes e a superexposio da imagem so alguns dos fatores contemporneos que impem dilemas ticos ao exerccio da medicina. Afinal, deve-se ou no aceitar brindes ou custeio de viagens para congressos ofertados pela indstria de medicamentos?  correto incorporar novas tecnologias aos procedimentos clnicos ou cirrgicos com base apenas na informao dos fabricantes? Um parecer mdico pode ser questionado por uma segunda opinio? Informaes sobre pacientes com notoriedade devem tornar-se pblicas? 
	Parte dessas questes  tratada no Cdigo de tica Mdica vigente no Brasil. Nele, fica claro, por exemplo, que o profissional no deve receber nenhum tipo de vantagem que tenha por finalidade influenciar decises de carter mdico. Embora sejam inegveis os benefcios que novos medicamentos ou tecnologias podem trazer, incorpor-los de forma indiscriminada  ou, mais grave ainda, por motivaes financeiras   procedimento que fere profundamente a tica. 
	A segunda opinio mdica, tendncia que vem se consolidando diante de pacientes mais informados e questionadores, tambm  abordada no Cdigo de  tica Mdica. Trata-se de um direito do paciente e, quando conduzida dentro de critrios preestabelecidos, no fere a tica, mesmo quando contesta o primeiro parecer. 
	O estado de sade de pessoas notrias, como polticos e artistas, costuma ser alvo do interesse da mdia, especialmente nos casos de internao hospitalar. No  incomum que mdicos e demais profissionais de sade se deixem envolver e acabem transformando o fato em acontecimento pblico, principalmente quando contam com a anuncia do prprio paciente e/ou da famlia. O Cdigo de tica Mdica no trata objetivamente da questo, mas determina a confidencialidade das informaes mdicas, que devem ser fornecidas somente ao paciente e aos familiares. Permite-se apenas a divulgao de um boletim mdico dirio, desde que autorizada pelo paciente ou pela famlia. 
	Num relacionamento fundamentado em valores ticos, o mdico deve lanar mo dos recursos que comprovadamente beneficiem o paciente, sempre escolhendo as opes, de menor risco e custo. O paciente tambm pode contribuir para fomentar esses valores participando ativamente das decises, buscando informaes e explicaes, discutindo todas as dvidas de forma clara e transparente. 

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
f/hospitalalberteinstein
t@/hosp_einstein
Youtube/HospitalEinsten

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


